Alto Uruguai clama por representatividade nas eleições de outubro

As eleições de outubro darão ao Alto Uruguai a oportunidade de ter uma cadeira no Congresso Nacional. No país, estamos em um momento político onde o que menos interessa são as siglas partidárias, uma vez que são raros os que não estão envolvidos em corrupção e é com esse pensamento que nós eleitores precisamos projetar o próximo pleito. As pessoas precisam estar menos preocupadas com direita, esquerda e suas teses ideológicas, e pensar naquilo que realmente pode interferir na sua vida e no seu cotidiano.

Dias atrás tive acesso a enquete de um determinado candidato e o que menos me interessou foram os números sobre quem estava em primeiro, segundo, terceiro… Meu interesse era em saber o que as pessoas pensavam sobre uma candidatura regional, e para minha surpresa, cerca de 85% dos entrevistados na enquete pretendem votar em algum candidato a deputado federal da região.

Com as pré-candidaturas da Região Alto Uruguai postas, o eleitor terá à sua disposição nomes vindos de vários partidos e poderá escolher quem realmente terá condições de nos representar em Brasília. Além de capacidade é importante analisar a viabilidade eleitoral para que este possa lograr êxito nas urnas.

Caso consigamos eleger um deputado federal, este terá a missão de colocar Erechim e região na rota de investimentos do governo federal. Não podemos mais servir de trampolim para eleger deputados de fora, que só sabem o caminho do Alto Uruguai em tempos de eleição. No entanto, para isso ser possível será necessário esquecermos os partidos e votarmos nas pessoas que realmente pretendem defender nossas bandeiras e interesses.

 

Dal Zotto deixa o “grupo dos 09”

O vereador Ale Dal Zotto (PSB) deixou o denominado “grupos dos 09” – uma alusão aos nove vereadores de oposição. Nos dias que antecederam a votação do projeto sobre o livre comércio, Dal Zotto ficou incomodado com o posicionamento dos vereadores do MDB que apoiavam o projeto e optou em deixar o grupo de whatsapp no qual participam apenas os nove vereadores de oposição.

Segundo uma fonte, a saída do vereador do PSB causou certa estranheza e preocupação. No dia da votação, Dal Zotto travou um forte debate com os vereadores do MDB, em especial Mário Rossi e Rafael Ayub. Em contato com Dal Zotto, ele confirmou a saída do grupo de whatsapp, mas não do grupo de oposição na Câmara de Vereadores.

 

Sem surpresa na Saúde

A saída de Dércio Nonemacher da Secretaria de Saúde não pegou ninguém de surpresa, principalmente este colunista. No final do mês de novembro a coluna informou neste espaço que o secretário iria entregar seu cargo ao prefeito Luiz Francisco Schmidt. Na oportunidade a coluna também destacou que o nome do secretário da Fazenda, Roberto Fabiani, era o mais cotado para assumir a pasta.

De lá para cá se passaram cerca de quatro meses e meio, mas a informação se confirmou. Apesar de assumir de forma interina a Secretaria da Saúde, Fabiani deverá ser efetivado como titular. Nos bastidores especula-se que o secretário adjunto da Fazenda, Edson Kammler, possa assumir a titularidade da pasta que cuida das finanças do município. Se isso ocorrer, não será nenhuma novidade para Kammler, uma vez que no governo Polis, ele assumiu o posto após a saída de Jandir Santolin. Edson Kammler é funcionário de carreira e possui muita credibilidade dentro e fora da secretaria.

 

PP e seus pré-candidatos

Um dos principais desafios dos pré-candidatos do Partido Progressista (PP), Carlos Pomagerski e Kaká Cofferi, será buscar apoio de lideranças internas do partido em Erechim e no Alto Uruguai. Em entrevista para a Rádio Cultura, o pré-candidato a deputado federal, Carlos Pomagerski destacou que está buscando apoio em outras regiões do estado para suprir uma eventual falta de suporte por aqui. Até o período das convenções partidárias falta certo tempo, mas é nítida a preocupação de ambos os pré-candidatos quanto aos apoios de lideranças do PP. O Progressistas tem dois caminhos nas eleições de 2018: dar a guarida necessária para os pré-candidatos ou continuar se especializando em queimar novas lideranças.

 

A chegada de Ernani ao PRB

Na última semana o ex-vereador e ex-presidente do PDT, Ernani Mello se filou ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). O ato, realizado na sede do partido em Erechim, contou com as presenças de várias lideranças regionais que estavam lá para referendar o ingresso de Mello na sigla. No entanto, o evento que era somente para ser de filiação, serviu também para que líderes do partido em Erechim o lançassem como pré-candidato a deputado estadual. Na entrevista pós-filiação, o próprio Ernani confirmou que é pré-candidato.

A chegada de Ernani Mello ao PRB faz com que o partido seja elevado a outro patamar. Apesar de ter como foco as eleições de 2018, os republicanos estão mesmo de olho é nas eleições municipais de 2020.

 

O impacto de mais uma pré-candidatura

A pré-candidatura de Ernani Mello a deputado estadual deixa o tabuleiro da política local ainda mais incerto. A entrada de Mello na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa deixou alguns pré-candidatos da região preocupados com uma possível perda de eleitorado. O histórico de Ernani mostra que ele circula muito bem em várias classes sociais e segmentos da sociedade, ou seja, de certa forma, todas as pré-candidaturas postas até então deverão sentir com o ingresso do ex-vereador.

 

MDB procurou Ernani Mello

Na semana que antecedeu a filiação de Ernani Mello ao PRB, ele foi procurado por lideranças do MDB para uma conversa em que esteve presente a atual presidente do partido em Erechim, Ana Oliveira. Mello recebeu convite para retornar ao MDB, partido pelo qual foi eleito vereador em duas oportunidades.

Apesar da relação que possui com vários membros do partido, o bom filho a casa não retornou. Ernani teria agradecido o convite, mas preferiu optar pelos ares republicanos.

 

Jogando para torcida

Mesmo sabendo que seria reprovado pelos vereadores, o governo municipal encaminhou para votação o projeto que estabelecia o não aumento dos salários de prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. Segundo o entendimento de alguns vereadores, mesmo que fosse aprovado seria inconstitucional. A intenção do governo era boa, mas foi uma bola nas costas dos vereadores, em especial aos da situação, que ficaram indignados com a atitude do Executivo.

 

Fabio Lazzarotto

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