‘Se a Bianca não tivesse recebido sangue, talvez hoje ela não estivesse aqui’

Afirmação de Claudete Czapela, mãe da pequena Bianca que precisou de sangue e lutou pela vida na UTI Neonatal do HC, serve de alerta e busca conscientizar para que mais pessoas doem sangue regularmente

Foram quatro meses de luta entre a vida e a morte na UTI Neonatal do Hospital de Caridade de Erechim. Ao final, a pequena Bianca Heloisa Czapela Curioletti – que nasceu prematura e com diversas complicações pós-parto, em 30 de setembro de 2017 – superou a todos os desafios, e hoje, ao lado dos pais Claudete e Paulo, está em casa e se recupera bem.

Além dos recursos tecnológicos, a atenção e a capacidade da equipe médica e de enfermagem da UTI e do carinho dos pais, um elemento determinante ajudou a salvar a vida de Bianca: o sangue. Durante sua internação, por diversas ocasiões ela precisou receber sangue de pessoas que jamais a viram, nem sequer sabiam de sua frágil existência.

Verdadeiros anjos que, assim como a ajudaram, também colaboram para socorrer outras tantas pessoas, de todas as idades, sobrenomes e origens. “Se a Bianca não tivesse recebido sangue, talvez hoje ela não estivesse aqui. Doar é um ato de amor’, pontua com voz embargada Claudete, mãe trabalhadora que é auxiliar administrativo na Aurora e mora no bairro do Linho, em Erechim.

É para agradecer a esta legião de doadores espontâneos e regulares, bem como destacar a importância da conscientização de novos doadores que o Hospital de Caridade, a partir de sua comissão de Humanização e Eventos, realiza nesta quinta-feira, 14 – Dia Mundial do Doador de Sangue, ação especial para marcar a data, em nome da Bianca, do Murilo, do Pyetro, enfim, de todos aqueles que precisaram ou precisarão deste singelo, mas nobre ato de doação e amor ao próximo.

Numa parceria com a Associação Beneficente dos Receptores de Sangue de Erechim, colaboradores do HC irão distribuir a pacientes e visitantes panfletos educativos, explicando quem pode doar e as etapas da doação. Em suas redes sociais, o hospital também promoverá campanha incentivando a doação – com o tema: “Doar é presentear. Seja um doador de sangue regular”.

Você sabia?

# O sangue não tem substituto. Tem que haver doação para que cirurgias e procedimentos não sejam cancelados. Em Erechim, o  Banco de Sangue abastece a todos os hospitais e, invariavelmente, precisa de doações. Quem tem interesse pode agendar a doação pelo telefone (54) 3522 5366 ou ir pessoalmente à entidade, na Rua JB Cabral, 443 – sala 1, centro.

# Após a doação, o sangue passa por um processo que irá separar seus três componentes: hemácias, plasma e plaquetas. Assim, um doador pode ajudar três pessoas diferentes.

# Somada à parceria com o Banco de Sangue, o HC tem, também, a sua própria agência transfusional.

Doador há 15 anos diz que procura se colocar no lugar do próximo

Doador de sangue em caráter regular há 15 anos, o biólogo Fagner Teixeira, morador de Erechim, é um bom exemplo de cuidado – e que serve de estímulo para quem tem dúvida, ou receio em doar. “A primeira vez que doei sangue foi no começo da Faculdade, em 2003”, conta. Mesmo que não lembre o nome da pessoa beneficiada, Fagner observa que aquilo o fez pensar sobre o assunto. “Comecei a me perguntar: como pode faltar sangue para quem necessita, uma vez que tem tanta gente no mundo? De lá para cá, tentando me colocar no lugar de quem precisa, parti à ação e me tornei um doador habitual, com quatro doações ao ano, em média. Acho que isso é o certo a fazer”, completa.

Quem pode doar?

Para doar sangue, a pessoa deve estar enquadrada dentro de algumas características específicas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS):

  • Homem ou mulher;
  • Entre 16 e 69 anos;
  • Ter acima de 50 quilos;
  • Não ter Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, AIDS (HIV), HTLV;
  • Estar bem alimentado e descansado;
  • Esperar entre 90 e 180 dias após o parto para mulheres grávidas;
  • Se estiver gripado, esperar no mínimo 7 dias após a recuperação para poder doar;
  • Após uma doação, as mulheres devem esperar 90 dias para fazê-lo novamente; enquanto os homens devem esperar 60 dias.

Brasil

No Brasil, segundo a campanha #PartiuDoarSangue, apenas 1,8% da população se dispõe a doar sangue, enquanto o ideal seria 5%. Esse cenário vem mudando com as sucessivas campanhas de esclarecimento junto à população. O caminho, porém, ainda é longo. Faça a sua parte.

O Dia Mundial do Doador de Sangue

A criação foi da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, e o dia escolhido é uma homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner (14 de junho de 1868, ele morreu em 26 de junho de 1943), um imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e várias diferenças entre os diversos tipos sanguíneos.

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