LIXO EMOCIONAL

Imagine se no último ano, em sua casa, você não houvesse jogado nenhum lixo fora. Imagine se o lixo do banheiro e da cozinha, a poeira acumulada, as sobras, tudo permanecesse. Como estaria sua casa? Com certeza, teria virado um depósito de lixo, cheio de ratos, baratas, moscas e doenças, sem falar o mau cheiro e a situação incontrolável e inabitável que existiriam.

Nós sabemos muito bem onde jogar fora o lixo de coisas materiais que usamos, mas não sabemos jogar fora o lixo emocional. Jogamos o lixo emocional para “debaixo do tapete”. Assim, acumulamos sujeira e a convivência desgasta-se até ficar insuportável. Evitamos falar do lixo emocional, não o admitimos e nem o confessamos, apenas queremos esquecê-lo. Contudo, cada vez mais acumulamos mais lixo e sentimo-nos pressionados. Muitos chegam a formar uma bomba dentro de si como uma panela de pressão com a válvula de escape obstruída, quase a estourar. Chegam a adoecer, por guardarem lixo emocional no coração.

Mas afinal, onde despejar todo o lixo que guardamos dentro de nós? Para onde enviar as competições, as invejas, as palavras ásperas, as mágoas, as ofensas, as injúrias, as calúnias, as maldades, a implicância, o silêncio, a indiferença e muitos outros lixos? Precisamos aprender a exercitar o perdão. Precisamos aprender a perdoar e a pedir perdão ao próximo e a Deus. Precisamos dizer uma frase que raramente se ouve: “eu errei, me perdoe”. É preciso muita grandeza para exercitar o perdão. É necessário ser humilde o suficiente para reconhecer os seus próprios erros.

A vida tem um princípio básico e fundamental, o princípio do perdão, que é aprender a desenvolver uma “usina de reciclagem”, que beneficia o lixo emocional. O caminho do perdão não é um caminho de escravidão ou de fragilidade. Exercitar o perdão é elevado. Toda pessoa desenvolvida espiritualmente tem prazer em perdoar e em pedir perdão. Jesus disse: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15).

Por Eriberto Nespolo

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