Equipe da saúde de cruzaltense participa de curso sobre plantas medicinais

O curso orientado pela engenheira agrônoma Sandra Rigo, do SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) que já havia sido oferecido para as pessoas da comunidade, desta vez foi realizado pelas agentes de saúde e integrantes da equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família. Com o objetivo de resgatar a história botânica das pessoas e sua relação com as ervas medicinais, o curso resgata antigos conhecimentos e promove a troca de informações sobre as características e a ação esperada no uso das plantas.

Como ponto de partida, cada participante traz para o curso as ervas que tem em casa. No curso, com auxílio de livros sobre plantas medicinais e se valendo do conhecimento de cada integrante, as plantas vão sendo identificadas e suas propriedades e forma de uso anotadas.  Entre as informações que a agente de saúde Salete Agostini anotou na sua planilha, uma boa parte foi conhecimento novo. “A gente vê as plantas, sabe que são medicinais, mas muitas vezes não sabe como usar ou qual é a sua indicação”, refletiu. Este conhecimento auxilia as agentes durante o contato com as famílias. Apesar de não poderem fazer prescrições, podem orientar, levar informação e tirar dúvidas. A fisioterauta Keli Barbieri participou do curso e aprendeu a fazer pomadas e óleos caseiros que “podem ser complementares à fisioterapia em casos de patologias crônicas com dores recorrentes”.

O curso de plantas medicinais faz parte da estratégia da Secretaria de Saúde de adotar práticas alternativas para a prevenção e tratamento de doenças, por isso, também abordou o problema de excesso de medicação e a importância da medicina preventiva. “O próprio Sistema Único de Saúde está incentivando o resgate dos conhecimentos mais antigos”, informa o secretário de Saúde, Lenito Santolin. Para a instrutora Sandra Rigo, este resgate tem um sentido ainda maior: “as ervas também tem ação sobre o estado emocional, e o ser humano carece de se reconectar com a natureza da qual ele faz parte. É preciso mudar os valores, resgatar aqueles conhecimentos e práticas que a tecnologia nos fez descartar”.

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