Erechim não sofrerá mais com estiagem

Transposição do Rio Cravo supre as necessidades em períodos de seca

Há longa data a Rádio Cultura e Jornal Boa Vista acompanham os desdobramentos sobre a transposição do Rio Cravo. Em abril de 2012, iniciava a execução de uma obra aguardada há décadas por toda a população, a transposição das águas do Rio Cravo para serem utilizadas no abastecimento de água do município.  A assinatura da ordem de serviço e o início da instalação dos tubos aconteceu às margens da ERS 135, próximo à Crade.

Foram assentados 16 km de canalizações, utilizados mais de 1.000 m3 de concreto, instalados 17 km de reforço de rede elétrica e ainda dois motores de 1.050 cvs, totalizando um investimento de R$ 26 milhões.

Já em janeiro de 2018 a Corsan realizou um teste na tubulação e pela segunda vez, desde que foi anunciada a conclusão dos trabalhos, a água jorrou para o interior do lago da barragem. A obra que contou com recursos oriundos União, garantiu segurança no abastecimento de água para a comunidade erechinense.

Mas, como encontra-se a transposição do Rio Cravo nos dias atuais? A boa notícia é que está em pleno funcionamento, conforme relata o presidente da Agência Reguladora de Erechim (AGER), Joarez Sandri. “Neste ano, nos meses de agosto e setembro tivemos uma estiagem considerável em função da falta de chuva no inverno e, o Rio Cravo passou mais de 20 dias acionado diariamente. A barragem da Corsan atingiu 50 centímetros de baixa e só se manteve em boas condições em função da transposição”, afirmou.

Sandri diz que a obra é a solução de problemas históricos. “É possível compreender a importância do Rio Cravo se pararmos para pensar que em 1980 e 1990 os rios Ligeirinho e Leãozinho atendiam a demanda, hoje não seria mais possível. Os mesmos não atenderiam mais a capacidade em momento de crise, por isso o real significado da transposição, baseado em estudos, análises técnicas, a comunidade não ficará desabastecida”.

O chefe da Unidade de Saneamento da Corsan local em exercício, Ivo Antônio Sobis, também salientou a importância da obra nos dias atuais. “A transposição consegue manter o nível da água da barragem. A estiagem deste ano não foi sentida pela comunidade, pois assim que o nível da água baixou, foi acionado o bombeamento e a transposição deu conta de chegar até o nível do vertedouro”, explicou. Ainda comentou que mesmo não sendo necessário manter o nível da barragem, o bombeamento/manutenção é realizado uma vez ao mês, para ter certeza que tudo está em perfeito funcionamento.

Por Carla Emanuele 

 

 

 

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