Hospital de Caridade: filantropia e presidente sem remuneração

Na semana que passou entrevistamos o presidente do Hospital de Caridade, Cláudio Galli, momento em que ele fez um balanço de sua primeira gestão à frente desta importante instituição de saúde. Galli foi reeleito para os próximos três anos.

O Hospital de Caridade hoje está fora do Sistema Único de Saúde (SUS) e atende planos de saúde e particular, em contrapartida, realiza filantropia junto há várias instituições carentes de nossa cidade.

Durante a entrevista, o presidente contou que chegou ao fim do ano com as contas do hospital totalmente equilibradas e com projeto de fazer grandes investimentos físicos e tecnológicos. Outra informação, que me chamou atenção, foi que o presidente do conselho não recebe nenhuma remuneração, ao contrário de outros hospitais, que atendem pelo SUS. Nestes, os presidentes recebem boa remuneração e ainda exigem 13º salário e férias remuneradas, enquanto que algumas destas instituições passam por sérias dificuldades financeiras e precisam recorrer a suas prefeituras para manter os salários dos funcionários em dia.

“No ano de 2017, usamos 23 % do nosso faturamento em filantropia, chegando a um valor de R$ 7.797,982,00. Nos últimos três anos do meu mandato, tivemos uma média de 22,5% de filantropia sobre o total do faturamento. Durante os três anos de nossa primeira gestão, entre os anos de 2015, 2016 e 2017, os valores anuais atingiram média de R$ 7.275,00”, destacou Galli.

Por Egidio Lazzarotto

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