Fogos, som alto e muita discussão pela frente

I
A repercussão do show de fogos realizado ao final da abertura do Natal em Erechim acabou ofuscando todo o restante da programação, que havia sido recebida com positividade e elogios pela maior parte da população que acompanhou as apresentações. Nas últimas semanas, nenhum assunto tem sido mais comentado que a proibição da soltura de fogos (com barulho) no município, nem homicídios, nem acidentes de trânsito, nem mesmo as constantes altas no preço do gás e dos combustíveis, mas este texto não visa discutir a constitucionalidade ou não da lei municipal, nem mesmo tratar sobre ser a favor ou contra a mesma, o fato a ser abordado aqui é que tal lei existe e, supostamente, teria sido descumprida em um evento público, organizado pela CDL, mas que de maneira direta ou indireta, possuía o envolvimento da atual administração. Agora, a prefeitura teria notificado a CDL para que justifique o suposto descumprimento da lei na festividade.

II
Muitas leis vêm sendo descumpridas em Erechim e os argumentos justificando os descumprimentos costumam ganhar rapidamente as redes sociais, rendendo agressivas discussões. Outro exemplo de descumprimento pode ser notado na lei que proíbe o som com volume exagerado em veículos. Para uns é uma forma de diversão, para outros, um suplício nas madrugadas dos finais de semana, principalmente nos arredores do Distrito Industrial. A situação começa se tornar tão séria que no último sábado uma desavença acabou com um carro queimado, policiais ameaçados e prisões. Oficialmente não se fala que a confusão tenha sido desencadeada pelo som de um veículo, mas vídeo que circula pelas redes sociais, mostrando o carro queimado, afirma que sim. O fato é que as duas leis citadas no texto devem continuar gerando muitos debates e enfrentamentos entre apoiadores e opositores, casos devem ganhar em breve as esferas jurídicas e mesmo assim, não parece que exista um consenso surgindo no horizonte.

 

Por Alan Dias

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