Diocese de Erechim retoma processo de formação litúrgica

Dom José, Dom Girônimo, padres, diáconos, religiosas e leigos da maioria das Paróquias da Diocese de Erexim participaram de reunião no Seminário de Fátima, na manhã deste sábado, 07, para estudo e sugestões de inciativas a serem desenvolvidas para uma retomada da reflexão e formação litúrgica.

A reunião foi coordenada pela Comissão Diocesana de Liturgia, Música Sacra, Espaço Litúrgico e Arte Sacra, assim constituída: Pe. André Ricardo Lopes, Pe. Clair Favreto, Pe. José Carlos Sala, Pe. Olírio Luís Streher, Pe. Paulo Cesar Bernardi, Cássio Curzel e Clarice Barbieri.

Depois da oração inicial, em forma de ofício divino das comunidades, com ritualidade e outras características fundamentais de uma celebração litúrgica, Dom José dirigiu sua palavra aos mais de 60 participantes do encontro. Recordou as recentes celebrações do Tríduo Pascal, que são o centro do ano litúrgico e da vida cristã. Recordou a necessidade de se cultivar a arte de celebrar bem e de colocar vida em toas as celebrações, evitando improviso e a rotina que as esvaziam e deixam sem sentido.

Pe. Clair Favretto, Reitor do Seminário Maior São José da Diocese de Erexim em Passo Fundo, com doutorado em Liturgia, apresentou concisa reflexão sobre os seguintes pontos: O que significa celebrar; o que celebramos; quem celebra; como celebramos; quando e onde celebramos; porque celebramos. Abordou o sentido etimológico do termo liturgia e a natureza da mesma a partir do documento do Concílio Vaticano II sobre ela. Acentuou a dimensão diálogo da liturgia entre Deus e a assembleia reunida. Mencionou sinais, símbolos, elementos e formas da celebração litúrgica.

A partir da reflexão, Pe. André Lopes, Pároco da Paróquia N. Sra. da Salette, Bairro Três Vendas, Erexim, propôs reflexão em grupo sobre duas questões: 1. Como nós celebramos? 2. O que precisamos aprofundar (refletir) para celebrar melhor, a fim de tornar nossas liturgias fonte e ápice da vida cristã?

No plenário, entre outros aspectos, foram constatados estes em relação à primeira questão: algumas celebrações são feitas com melhor preparação e realização e outras com certa improvisação; a forma como celebramos depende de cada realidade; celebramos com diversos avanços, com participação mais consciente e ativa do povo e equipes mais qualificadas; com preocupação constante pela preparação das celebrações dos sacramentos; celebramos ainda com ritualismo, mecanicismo, com equipes preocupadas em animar a liturgia para a assembleia e não celebrando com ela.

Em relação à segunda questão, foram levantados pontos para a reflexão e sugestões de aspectos práticos a serem retomados. Mais para a reflexão, as sugestões foram: cada tempo litúrgico; a teologia dos sacramentos; a ritualidade e os serviços nas celebrações; o Ano Litúrgico; a comunicação na liturgia; a vida comunitária e a celebração litúrgica; criatividade e princípios litúrgicos. Aspectos práticos a serem considerados: manter processo permanente de formação litúrgica; realizar um seminário diocesano anual de liturgia; rever a etapa de liturgia na Escola de Servidores; retomar as fórmulas das partes fixas da missa (ato penitencial, glória, orações do ofertório…); resgatar subsídios de formação litúrgica de cunho popular; integrar mais pessoas nas equipes de liturgia; dispor de som de qualidade nas celebrações.

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