Intercâmbio da URI com Itália é enaltecido por estudantes

Quatro estudantes da URI retornaram no início de março da Itália, onde permaneceram desde setembro/2017. Todos os estudantes estavam cursando disciplinas de graduação, na Università di Camerino – Unicam.

Clair Luis Jevinski, curso de Ciências da Computação do Câmpus de Erechim e Laís Härter, do curso de Direito do Câmpus de Santo Ângelo, realizaram o seu intercâmbio na Unidade de Camerino. Helen Balestrin e Raiane Luiza Balestrin Bez, do curso de Arquitetura e Urbanismo do Câmpus de Erechim permaneceram na Unidade de Ascoli Piceno.

Raiane do 4º semestre de Arquitetura e Urbanismo no câmpus da URI em Erechim disse que era um sonho antigo, participar de um intercâmbio. “Quando vi que abriu processo seletivo fui atrás”. Com boas notas e um ano de italiano, ela conseguiu. Passou cinco meses em Ascoli Piceno, 50 mil habitantes, onde a Unicam possui cursos de Arquitetura e Design. “As aulas eram das 9h da manhã às 19h. Onze alunos estrangeiros entre turcos, espanhóis, africanos, gregos, nós do Brasil e outros, junto a turmas de acadêmicos italianos”.

“Eles têm uma visão muito diferente da nossa sobre arquitetura”. As aulas focaram mais na teoria. “Mas, quando estudamos Florença, fomos a essa cidade. Quando o assunto era Roma, fomos a Roma”.

Para Raiane foi um aprendizado inesquecível. “Quando me formar na URI quero voltar para a Itália e outros lugares, talvez para um mestrado ou doutorado. A iniciativa da URI em proporcionar-me o intercâmbio foi extremamente útil e assim será para toda minha vida”.

Clair Luis Jevinski

Clair Jevinski vai concluir Ciências da Computação no câmpus de Erechim, no meio do ano. Ficou na cidade de Camerino, de seis mil habitantes. Ele descobriu a possibilidade do intercâmbio através do coordenador do seu curso.

Clair disse que os professores não dão a matéria tão “detalhada ou mastigada” quanto aqui. Eles apontam caminhos e o aluno é que tem que ir atrás”. Fez duas provas: uma oral e duas escritas. “Foi uma das melhores oportunidades que tive para minha formação profissional e pessoal”, disse. Clair aproveitou para viajar e conhecer outras cidades. Passou o Natal em Paris e o Ano Novo em Londres. “Pude entrar de graça no Museu do Louvre, por estudar em uma universidade da Europa”, enfatizou.

Helen Balestrin

Helen repete a história da colega e amiga Raiane. Estudam juntas no câmpus da URI de Erechim no curso de Arquitetura e Urbanismo. “Na Itália, por onde tu vais, é tudo um museu a céu aberto. É tudo muito histórico, e isso depois é explorado na Universidade.

“Descobri que tudo pode ser possível, como foi. Tudo remete à Arquitetura. Foi uma experiência única, um sonho realizado que vai me acrescentar muito na vida. Conhecimento não se perde. Ninguém nos tira”, sintetizou.

Helen Balestrin disse que a URI foi fundamental em tudo: “desde oferecer a oportunidade, organizar os documentos, sempre nos acompanhando, enfim, a URI sempre esteve presente conosco nos dando a segurança necessária. Tem que dar nota 10 para a URI” no processo de intercâmbio. E já projeta: “quero voltar à Itália, e conhecer a Holanda, a Bélgica e a França”, finalizou.

Laís Härter

Estudante de disciplinas do 6º e do 7º semestres de Direito do Câmpus da URI de Santo Ângelo, Laís retornou encantada da Università di Camerino. “Fiquei sabendo pela própria URI sobre a oportunidade e realizei meu sonho do intercâmbio”, destaca. De acordo com ela “superou todas as expectativas” desde as aulas às relações humanas onde conheceu iranianos, chineses, franceses e italianos.

O intercâmbio também deve levar Laís a mudar seus planos quanto ao exercício profissional após a conclusão do curso de Direito em Santo Ângelo. “Eu queria ser advogada, mas acho que vou me dedicar à vida acadêmica”, salientou. Observou que focou em matérias sobre Biodireito e Biodiversidade – direito das pessoas”, temas muito atuais em todo o mundo.

Sobre a URI, Laís Härter é taxativa: “esta oportunidade que a URI nos deu, não é encontrada em todas as instituições. Nem todas oferecem isso. São conhecimentos que adquiri e agora estou tendo a oportunidade de dividir com os colegas no meu trabalho (estagiária do Fórum de Guarani das Missões) e principalmente no Câmpus da URI em Santo Ângelo.

Reitor Luiz Mario Silveira Spinelli

Para o reitor Luiz Mario Silveira Spinelli, esta foi uma forma um pouco diferenciada de intercâmbio. Esta experiência de relações com universidades italianas, e que está oportunizando aos acadêmicos novas possibilidades, foi construída nos últimos anos de uma forma muito cuidadosa com tratamento especial aos acadêmicos.

De acordo com o reitor, buscamos estreitar laços “valorizando a amizade e a confiança entre as instituições. Estamos felizes com os resultados altamente satisfatórios, especialmente com os envolvidos que são os acadêmicos. Eles se mostram satisfeitos e entusiasmados”. Depois dessas experiências já consolidadas, e de forma positiva, a URI se prepara para começar a receber alunos, e não apenas italianos, mas também de outros países. “Não tenho nenhuma dúvida que essas experiências agregam conhecimento para todos os envolvidos, sejam acadêmicos, professores, instituições ou cidades. Precisamos dessa troca de experiências, do vivenciar com o outro, e nos aproximarmos enquanto sociedade”, concluiu.

Atualmente, sete alunos da URI estão na Itália cursando disciplinas da graduação e onde permanecerão até julho/2018. Esses alunos chegaram na Itália no mês de fevereiro/2018.

 

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