Mudas frutíferas de alta qualidade genética serão distribuídas para produtores do Alto Uruguai

A partir de terça-feira, 9, a Biofábrica – laboratório de produção de plantas de alta qualidade genética – começa a entrega de mudas frutíferas para produtores rurais abrangidos pela usina hidrelétrica Foz do Chapecó. Nesta etapa, as primeiras mudas a serem distribuídas serão de abacaxi para agricultores da Linha Dois Marcos, em Alpestre. Em seguida, serão contempladas as linhas Alto Feliz, Taquaruçu, Canudos, Cacique e Lajeado Grande. Até o final da temporada de verão, a previsão é distribuir cerca de 20 mil plantas de abacaxi e banana.

Além das mudas, os interessados receberão orientações para o plantio, adubação, correção de solo, o manejo em várias fases do cultivo e o controle biológico de pragas, já que todo o processo é orgânico. “Cada agricultor tem direito a mil mudas e nessa primeira comunidade devem ser distribuídas sete mil plantas”, explica o consultor do laboratório, Diogo Klock Ferreira.

Biofábrica incentiva a agricultura familiar

O laboratório funciona em Alpestre há seis anos, com recursos da usina hidrelétrica Foz do Chapecó. “Foi criado para alavancar a geração de renda nas comunidades de entorno da usina e fortalecer a agricultura familiar com produtos de qualidade e sem o uso de agrotóxico”, afirma o diretor da empresa, Otávio Luiz Rennó Grilo.

As plantas doadas pela Biofábrica passam por um processo de “micropropagação”. São plantas com alto valor genético e sanitário, por serem plantas provenientes de seleção e melhoramento genético. O laboratório trabalha em parceria com a Cooperativa Extremo Norte, que dá apoio na comercialização dos produtos e assistência na produção. “Há agricultores que optam por comercializar as frutas diretamente no mercado, em feiras ou até de porta em porta. Um abacaxi grande, por exemplo, pode ser comercializado nessa região por até R$ 5. A produção de banana é escoada pela cooperativa, com preferência para a merenda escolar, mas também com entrega em mercados da região”, conta Ferreira.  O laboratório tem capacidade para produzir até 20 mil mudas/mês.

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