Empurra, empurra e cadê o trevo?

O trevo que era para ser construído na BR 153, saída para Concórdia, foi iniciado ainda na administração passada, mas até hoje está apenas no aterramento. Daquela época até agora aconteceram várias reuniões sem nenhum resultado concreto. Os empresários da Plaxmetal e Vaccaro já teriam investido um bom recurso para fazer o projeto e até hoje nem o município, e menos ainda o Dnit, resolveram o problema.

O município entende quem a responsabilidade pela obra é do Dnit ou das empresas que estão estabelecidas no local. Já o Dnit alega que não tem recursos para a execução dos trabalhos. Os empresários já investiram o que podiam e entendem que a responsabilidade seria do Dnit ou da prefeitura de Erechim. E estes últimos têm razão, a responsabilidade é do órgão federal ou da prefeitura, afinal os empresários já estão fazendo um grande favor para a cidade com geração de empregos e impostos.

Para piorar a situação, no trecho não existe nenhuma sinalização indicando que os motoristas precisam diminuir a velocidade, que no local existe travessia de veículos pesados tanto de um lado como do outro em duas curvas. Não consigo entender, porque o município não faz de uma vez esta obra, já que este trevo também vai beneficiar o novo Distrito Industrial, que fica na mesmo local. Será que governo municipal e o Dnit estão esperando que os empresários que pretendem se estabelecer no novo Distrito Industrial, além de pagar pela infraestrutura, também paguem para fazer o trevo? Ou será que estão esperando que aconteça uma tragédia no local, para depois tomar uma decisão?

Parece-me que em Erechim se criou a cultura de que o município nada pode fazer, tudo é responsabilidade dos empresários. Até o semáforo no final da Rua Alemanha, próximo aos novos supermercados, foi pago pelo grupo Master. Agora também uma empresa quer fazer ampliação em nossa cidade e tem gente do governo e dentro do próprio Legislativo, entendendo que o empresário deve dar uma contribuição, entre as sugestões, que a empresa invista na reforma de uma praça.

Por Egidio Lazzarotto

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