Abstenções, nulos e brancos ameaçam candidatos

As eleições suplementares do último fim de semana, realizadas em mais de 20 municípios do Brasil e no estado do Tocantins, chamaram a atenção por um aspecto peculiar: o alto número de votos brancos e nulos e a baixa presença dos eleitores às urnas. No Tocantins, por exemplo, 19,2% dos eleitores votaram branco ou nulo e 30,1% sequer compareceram aos locais de votação – representando quase metade do eleitorado. Já em Ipatinga/MG, a abstenção foi de 31,7%, sendo que branco e nulos passaram dos 22%.
Embora o ‘fenômeno’ não seja novo – no pleito de 2016, em Erechim, por exemplo, 11.959 eleitores não foram às urnas (15,4% do total) e 5,8 mil votaram branco ou nulo (8,9% dos que compareceram) – é necessário que candidatos e suas equipes de marketing busquem entender, de fato, o que têm afastado o cidadão do nobre exercício democrático. Só assim, poderá ‘trazê-lo de volta’.
Mobilizar os eleitores, os fazendo acreditar novamente na classe política – seja a partir da construção de uma ideia coletiva de mudança, representação ou com projetos para uma região, estado ou país – será decisivo àqueles que sonham com o sucesso quando outubro chegar.
A eleição geral de 2018 demandará mais ‘cabeça’ do que ‘perna’.

 

Por Salus Loch

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