Pe. Ângelo Rosset celebra jubileu de ouro presbiteral com familiares

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No dia 15 de julho, Pe. Ângelo Rosset, residente em Barão de Cotegipe, completou 50 anos de ordenação presbiteral. Neste domingo, solenidade de todos os santos, acompanhado pelo Pe. Anderson Faenello, reitor do Seminário Bom Pastor, de Barão de Cotegipe, ele celebrou seu jubileu com os familiares na comunidade São Miguel, na localidade de Três Águas, interior de Guaraniaçu, PR, para onde seus pais se transferiram em 1968, um ano após a ordenação sacerdotal dele. Sua mãe, Lúcia, faleceu no dia 28 de julho de 1996 e seu pai, Albino, no dia 29 de março de 1998. A maioria dos seus 8 irmãos e sobrinhos residem no município de Guaraniaçu e arredores.

Conforme Pe. Ângelo mesmo explicou no início de sua homilia, quis celebrar o jubileu naquela comunidade rural e não na sede paroquial por causa de sua origem simples e humilde de agricultor.

Esta realidade foi recordada por alguns símbolos colocados perto do altar, junto com outros que lembravam sua dedicação ao magistério, sua atividade pastoral e sua devoção mariana.

Iniciada a celebração, o Pe. Angelo identificou logo as motivações principais da mesma: celebrar o chamado de Deus à vida, à santidade e a uma vocação específica, à qual cada um deve responder com generosidade e com fidelidade; agradecer todo o bem e todo o trabalho realizado por cada um ao longo dos 50 anos de sacerdócio; agradecer a presença constante de Maria e do Santo Espírito que a todos ajuda a vencer as provações e sofrimentos diários espelhados na cruz salvadora de Cristo; render graças pela comunhão dos santos, intercessores junto a Deus pela Igreja padecente e pela Igreja em peregrinação.

Em sua homilia, o Pe. Ângelo, depois de recordar, de forma familiar, suas origens no meio rural, referiu-se à segunda leitura da celebração de todos os santos, na qual São João diz: “Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus”. Ressaltou que é pelo batismo que nos fazemos filhos da graça, da misericórdia, do amor e da paciência de Deus, mas que estas qualidades filiais não nos são entregues prontas, dependem de nosso esforço, de nossa colaboração. Assim como alimentamos o corpo para crescer em estatura, precisamos alimentar a alma para crescer na fé, na adesão a Cristo, na graça da filiação divina. Porém, acontece às vezes de já não encontrarmos forças para este crescimento em Deus. O Evangelho das bem-aventuranças diz que são “felizes os perseguidos por causa da justiça”. Deus é a justiça, é o Justo. E, dalguma forma, todos somos perseguidos por causa dele. Perseguidos pelo negativismo, pelo consumismo, pelo desejo dos prazeres que ameaçam a crença em Deus, substituído pelas tecnologias modernas que nos afastam a esperança e o sentido do viver. Diante disso, insistiu que é preciso sempre sentir-se amparado pelas mãos maternas de Maria e iluminado pelas luzes do Santo Espírito (como aparecem na imagem símbolo do seu jubileu que está numa das fotos). Ele nos guia e dá coragem para enfrentar os problemas e dificuldades conservando a graça da vida, da família e da filiação divina, e nos anima à observância dos mandamentos. Estes, como as placas de trânsito, são referências que nos garantem viagem segura na estrada de nossa vida, de nossa existência, insubstituível e irrepetível. A propósito, recordou expressão de Santo Agostinho, “nunca pergunte o que tu tens, mas sim quem tu és?”, destacando que há um “bem” que cabe a cada um. Disse ainda que esta pergunta não pode ser respondida pela ciência ou pela inteligência humana, mas somente pelo Cristo que a todos se faz “Caminho, Verdade e Vida”, e ainda diz “sem mim nada podeis fazer”.  O que o fez observar que Deus criou a cada um para a Sua honra e não para a sua vergonha, para ser testemunha de Sua grandeza, e deu a faculdade de discernir entre o caminho do bem e do mal. Concluiu dizendo que é preciso encerrar cada dia tendo feito todo o bem que nele se pôde fazer. Isso é prova de amor filial a Deus. Desejou que o Espírito Santo ilumine a todos como iluminou Maria, para receber de cada a mesma resposta dela ao chamado divino: “eis a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

Após a celebração houve almoço festivo, tendo, mais tarde, o corte do bolo do aniversário.

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