Firjan dá a ‘linha’ para governo erechinense

Em recente declaração concedida ao colega Egídio Lazzarotto, o prefeito de Erechim Luiz Francisco Schmidt (PSDB) encheu a boca para dizer que tem R$ 60 milhões em caixa (recursos, como sabemos, de impostos, a exemplo do salgado IPTU. Ou seja, dinheiro do contribuinte).
Porém, enquanto o ‘banco’ palaciano está gordo, a cidade afunda em seus buracos e segue enfrentando extremas dificuldades em diversas áreas – da saúde, passando pela penúria de entidades que prestam assistência social até chegar.
Pior, o governo segue sem rumo, pois alardear asfalto – como fez Schmidt a Lazzarotto, prometendo ser o ‘grande asfaltador geral da história de campo pequeno’ é pouco para as demandas prementes e estratégicas (embora, claro, melhor do que o nada absoluto).
Esta semana, contudo, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a partir da divulgação de seu tradicional índice de desenvolvimento das cidades brasileiras, fez um grande favor a dupla Schmidt-Lando.
Os números apresentados pela Firjan, utilizando como referência o ano de 2016, indicam que o governo local deve, no tempo que lhe resta, centrar forças no desenvolvimento econômico, a partir de ações capazes de gerar empregos, qualificar a mão de obra e apontar um caminho para o setor produtivo.
Embora siga na ‘prateleira de cima’ dos municípios brasileiros em termos de desenvolvimento e qualidade de vida, num legado construído pelos diversos prefeitos que se sucederam ao longo dos anos (com destaque para os indicadores de educação e saúde, que tiveram expressivo crescimento na gestão de Paulo Polis), desde 2014, com a crise que assola o país, acertando em cheio empresa tradicionais da cidade, Erechim pena – e perde espaço – no quesito ‘emprego e renda’.
Foi este elemento, em especial, que fez a Capital da Amizade cair da 5ª posição no ranking geral do Rio Grande do Sul e a 86ª posição em todo o Brasil, em 2011, para a atual 61ª em solo gaúcho e 335ª em termos de país. Pior, em 3 anos consecutivos, 2014, 15 e 16, o quesito ‘emprego e renda’, em Erechim patina – como mostra o gráfico nesta página.
Devemos, pois, agradecer a Firjan por fazer gritar o caminho que o município deve seguir. Embora saibamos que não somos uma ilha (e seguiremos sendo afetados por fatores externos), é chegada a hora de ouvirmos mais do que o farfalhar fagueiro do dinheiro caixa, ou a ‘super notícia’ de que o ‘chafariz será reformado’. É hora de começar a transformar promessa em ação; epifania em resultados.
E, excelentíssimo prefeito, caso o Sr não saiba como fazê-lo, há muita gente boa que pode ajudá-lo. É uma questão de saber o que se quer. Obrigado, Firjan.

 

Por Salus Loch

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