Câncer de pele, mama e próstata lideram número de casos em Erechim

A palavra tem apenas seis letras, mas um poder gigantesco de causar apreensão e medo: Câncer. É o diagnóstico que a maioria das pessoas teme ouvir. Apesar dos avanços da medicina, segundo pesquisa do Datafolha e do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), a doença assusta mais que a Aids e a Diabetes. Com a aproximação do Dia Mundial do Câncer, a ser comemorado no sábado (8), alguns dados assustam. A maioria dos casos registrados em Erechim refere-se a câncer de mama, pele e próstata.

10 tipos cânceres mais freqüentes

Dados da Fundação Hospitalar Santa Terezinha de casos de cânceres mais frequentes com idade superior a 19 anos, servem de alerta. O levantamento disponibilizado pela casa de saúde refere-se ao ano de 2017. Dentre os 10 tipos de câncer mais regulares, o de pele está no topo da lista, acometendo em média 175 mulheres anualmente e 136 homens. Na sequência, destaca-se o câncer de próstata, representando 147 novos casos por ano, e mama, 124.  Também fazem parte da lista – câncer de cólon e reto (46 casos), brônquios e pulmões (44), esôfago (34), estômago (32), sistema hematopoético e reticuloendotelial (27), bexiga (26) e colo do útero (23).

Para prevenção o hospital Santa Terezinha realiza anualmente a Semana do Câncer, com distribuição de informativos, palestras em escolas, municípios vizinhos, entre tantas outras atividades.

“Fotografia do cenário atual do câncer no Brasil”

O Dia Mundial do Câncer é tão significativo que o INCA lançou a publicação “Estimativa 2018 – Incidência de Câncer no Brasil”. Com exceção do câncer de pele não melanoma, os tipos de câncer mais frequentes no Brasil, também são de próstata (68.220 casos novos) em homens e, mama (59.700 mil) em mulheres. Além dos citados, completam a lista dos dez tipos de câncer mais incidentes: cólon e reto (intestino – 36.360), pulmão (31.270), estômago (21.290), colo do útero (16.370), cavidade oral (14.700), sistema nervoso central (11.320), leucemias (10.800) e esôfago (10.970). “Esses dados são uma fotografia do cenário atual do câncer no Brasil e uma importante ferramenta para o controle da doença, uma vez que auxilia no planejamento de políticas públicas e gestão dos recursos, além de alertar a população para a adoção de hábitos saudáveis”, ressalta a diretora-geral do INCA, Ana Cristina Pinho.

Por Carla Emanuele 

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