Obras permanentes e atrativos são os pontos altos da Frinape 2018

Jornal Boa Vista deixa de circular na versão impressa

Era questão de tempo. O Jornal Boa Vista deixa de circular na versão impressa a partir de hoje, após mais de 16 anos de história, no qual participei de 10. Aprendi com os melhores, os chamados “macacos velhos” do jornalismo e sem modéstia, os melhores. Quando morre um jornal impresso, morre junto um pedaço da história da cidade. Por outro lado as notícias se voltam à plataforma digital, onde o novo impera em várias iniciativas e maneiras de enfoque jornalístico. As novas ferramentas, redes sociais, aplicativos, interação da notícia com vídeos, áudios, imagens e outros recursos, aumentam dia-a-dia o consumo digital da informação. Boa sorte à equipe da Cultura FM e Jornal Boa Vista nesta nova fase!

380 expositores e expectativa de 200 mil visitantes

Nesta última edição vamos falar só de ‘coisa boa’. Faltando pouco mais de 30 dias para a Frinape 2018, já foram apresentados os trajes oficiais da corte da Frinape na quinta-feira (4). Cada detalhe, acessório e demais adereços remetem ao centenário de Erechim. Essa edição reunirá cerca de 380 expositores e a expectativa é que 200 mil pessoas transitem pela feira durante os nove dias. Nos anos de 2013, 2015 em torno de 150 mil visitantes passaram pelo parque, com cobrança de entrada no portão. Neste ano como a entrada será franca, a perspectiva é que o número de visitantes cresça. Por isso, o parque da Associação Comercial, Cultural e Industrial (ACCIE) se transformou num canteiro de obras. “Erechim já respira Frinape e os 100 anos do município. Vamos executar a feira e tão logo, se preparar para o centenário da ACCIE em 2019, bem como os 100 anos da Paróquia São José. Tem também a festa das nações que a prefeitura municipal está preparando para possivelmente realizar ano que vem”, disse o presidente da ACCIE, Fábio Vendruscolo.

Telhado permanente para a área de alimentação 

Um dos grandes diferenciais desta edição é que 70% das obras que ficarão no parque, serão permanentes. Para Vendruscolo inicialmente a maior problemática era a praça de alimentação externa. “Temos oito cozinhas, mas elas ficavam vulneráveis em dias chuvosos, tinha um lonão, mas quando chovia, muita água acabava invadindo os espaços de preparo dos alimentos. Então vamos construir uma área de 500 m² de telhado permanente, já está sendo realizada a fundação, aí complementamos com estrutura de lona”, explicou. É uma obra importante, pois qualquer outro evento, grande ou pequeno, poderá usufruir da estrutura.

Adequações nos pavilhões e o café colonial

Os pavilhões estão passando por adequações com rampas e recuos. No pavilhão dois está sendo edificada uma marquise, a mesma servirá de abrigo para quem expõe e também receberá grade de proteção, pós-feira, o espaço servirá de depósito. Já o pavilhão três da agroindústria familiar abrigará 70 expositores. A Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), junto a Emater, já está classificando as agroindústrias com o selo Sabor Gaúcho, uma marca que identifica os produtos com origem na agricultura familiar gaúcha. “Nós estamos preparando algo inovador para este espaço, um café colonial, mais um espaço para refeição. A entrada será franca, então temos que preparar o parque com bebidas, comida e infraestrutura”, destacou o presidente.

Palco aterrado e o primeiro remate de gado de corte

A área em torno do pavilhão da agroindústria vai acolher a Emater com diversas atividades, plantação de moranguinhos, gado de leite, entre outros. No espaço onde tradicionalmente é realizado o rally está sendo realizada terraplenagem, deixando a área 30% maior, onde ficarão inúmeros expositores e animais. O palco onde antigamente eram realizados os shows foi derrubado e aterrado por falta de acessibilidade, depredação e não liberação dos bombeiros. A ponte do rally será relocada, onde era antigamente. “Neste espaço construiremos 20 baias para animais, vamos fazer o primeiro remate de gado de corte, terneiros e terneiras de Erechim. Serão 400 animais, numa obra permanente, resgatando um pouco das Peagros. Com essa obra ficará fácil fazer esse evento, mesmo não tendo Frinape”, enalteceu Vendruscolo. O projeto fomentará o agronegócio local, pois no cenário atual não existe espaço construído para tal atividade.

Alok: o show mais esperado

Os tão esperados shows serão realizados em estrutura montada, onde foi nos anos anteriores, só o palco será construído no sentido inverso, para acomodar de cinco a oito mil pessoas. “Vale lembrar que a feira terá portões abertos, entrada franca, mas para os shows tem custo. O show do Alok é o mais esperado, com caravanas dos mais diferentes Estados. Os demais shows também têm uma demanda grande”, relatou.

Cidade da cultura, diversificada culinária e inovação

O pólo de cultura se transformará na cidade da cultura, resgatando o passado e disponibilizando várias atividades e shows. O local também será ponto de informação sobre o turismo regional e servirá os mais diferentes pratos típicos de cada etnia. “Além da praça de alimentação, o pólo oferecerá uma diversificada culinária, as cozinhas foram todas reformadas e os sabores irão surpreender”, enalteceu Vendrusculo. As mudanças também perpassam pela região central do parque. As piscinas serão preenchidas com terra. “Recebemos seis mil metros de grama sempre verde e cerca de 2000 mudas de árvores, ipês amarelos, liquidâmbars, ciprestes, entre outras. “A lei não permite que eu encha de água as piscinas, precisaria pintá-las, tratar a água e cercá-las. Então elas serão preenchidas com terra, vamos plantar grama, flores e plantas. Já o chafariz se transformará numa cascata”, contou Vendruscolo.

Dentre tantas novidades há também o pavilhão seis, do Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia. A patroa do CTG Sentinela da Querência cedeu o espaço do centro de tradições para uma extensa e intensa programação.

Por Carla Emanuele 

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