Dezesseis anos e sete meses de circulação ininterrupta

Chega ao fim as edições impressas do Jornal Boa Vista

854 edições. Mais de 65 mil matérias, artigos de opinião e tópicos escritos por profissionais de todas as matizes – e para todos os gostos. Ponto e contraponto. Capas históricas. Conteúdo de política, economia, social, região, esporte e outros. Viés editorial forte, responsável e sem medo dos ‘poderosos’.

Campanhas como o ‘Eleitor não é Freguês, É Cidadão!’, pelo voto consciente. Ações sociais voltadas àqueles que mais carecem; da recuperação/reconstrução de moradias destruídas por tragédias até denúncias que fizeram atendimentos médicos chegar a quem deles, de fato, precisava. Polêmica e informação.

Eis um breve resumo da história e do perfil do Jornal Boa Vista.

Chegou, porém, a hora de virar a página. O jornal mais lido na sexta-feira e comentado nos demais dias da semana migra, a partir de hoje e em caráter definitivo, para a plataforma digital, levando consigo a credibilidade de uma trajetória de sucesso escrita por várias mãos. No universo online, palco dos novos e acelerados tempos, seguiremos com o compromisso de informar, reforçado pelas ondas da Rádio Cultura 105.9 FM, eterna parceira do BV. Mais ágil, moderno e digital, seguiremos – no endereço eletrônico www.jornalboavista.com.br – sendo a antítese das ‘fake news’.

A tecnologia, sabemos, derrubou muitas das barreiras de entrada no setor jornalístico. Qualquer veículo (na prática, qualquer pessoa) pode produzir e distribuir seu conteúdo em múltiplas plataformas. Produção, distribuição e acesso já não definem o veículo. O que o diferencia é a marca. A credibilidade.

No novo contexto, os veículos de comunicação são, em essência, marcas curadoras de conteúdo (próprios ou de terceiros) para seus consumidores e geradoras de momentos de atenção para potenciais anunciantes. Esse é o seu expertise fundamental.

Outro ponto importante é a interdependência dos agentes do mercado, que torna imperativa a disposição para a colaboração. No modelo anterior, o veículo controlava toda a sua vertical, da produção até a distribuição, incluindo a forma de acesso ao conteúdo. No modelo atual, o BV e os demais players do setor dependem de outros agentes e até de potenciais concorrentes. O sucesso é coletivo, não mais individual. A inteligência competitiva é substituída pela inteligência colaborativa.

Ao mesmo tempo em que se abre para o futuro, o BV impresso se despede hoje – e reforça seu olhar colaborativo e em rede.

Obrigado a cada um daqueles que nos ajudou a construir esta linda história – sejam figuras públicas, empresários, professores, estudantes, homens, mulheres, jovens e idosos. Cidadãos comuns, da cidade e do campo. Do Brasil e do exterior, aliás.

Obrigado àqueles que com suas críticas, entrevistas, telefonemas, elogios, e-mails e mensagens via WhatsApp contribuíram para a construção e discussão de pautas de assuntos locais e regionais, contando histórias e transformando vidas.

Obrigado a todos os que fizeram parte de nossa equipe ao longo desta caminhada, da primeira edição, no longínquo 8 de março de 2002, até os dias de hoje – seja na expedição, diagramação, retaguarda e redação. Obrigado aos colaboradores/articulistas voluntários. Obrigado também aos nossos parceiros (anunciantes) e aos nossos assinantes. Obrigado aos leitores em geral.

Temos a certeza de que ajudamos a deixar nossa cidade e região um pouquinho melhor. Mais informada e com opinião, até mesmo para discordar das linhas aqui impressas.

Por tudo isso, obrigado Erechim e Norte do Estado. Num clique, nos encontramos no www.jornalboavista.com.br.

Até lá.

Até já!

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