Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil da URI apresentam projetos de intervenção social

O trabalho do arquiteto e urbanista, bem como do engenheiro civil na construção de uma cidade melhor é de extrema relevância. Arquitetos e engenheiros podem, a partir da relação entre os conhecimentos técnicos e sócio-históricos, promover projetos de intervenção social, de modo a repensar os espaços, tornando-os lugares melhores para se viver, o que revela uma atitude ética e política frente às demandas que se apresentam na sociedade e pela sociedade.

Foi com esse objetivo que, na disciplina de Língua Portuguesa I-A, ministrada pela professora Mariele Zawierucka Bressan, os acadêmicos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil da URI foram instigados a desenvolver projetos de intervenção social. Eles foram apresentados na noite de quarta-feira, 04, como uma das atividades avaliativas da disciplina.

Os estudantes, divididos em pequenos grupos, tiveram como tarefa visualizar o espaço urbano, observar problemáticas e apontar possíveis soluções, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua caminhada acadêmica. No que tange à Língua Portuguesa, os acadêmicos foram instigados a realizar uma leitura de mundo que, de acordo com Paulo Freire, antecede a leitura da palavra.

Além disso, efetuaram gestos de interpretação discursiva sobre os espaços que, materializados na escrita dos projetos, nas pesquisas realizadas e na expressão oral, podem ser considerados atos de cidadania, que referendam o trabalho da Universidade e sua relação com a comunidade.

Dentre os projetos de intervenção, destacaram-se: pavimentação de rodovias e melhorias em determinados trechos com o uso do asfalto sustentável; patrimônio histórico e o projeto Cidade Limpa; mobilidade urbana e a implantação da ciclovia; alterações no Plano Diretor, tendo em vista a vulnerabilidade social e a segregação urbana; melhorias nos leitos hospitalares; implantação de espaço de lazer e estudo no Campus II da URI; realização de obras em vias urbanas, levando em consideração a legislação vigente e a trafegabilidade.

De acordo com a professora, o referido trabalho buscou materializar uma proposta de processo de ensino-aprendizagem baseado em metodologias ativas, que visa ao protagonismo dos estudantes. Mais do que isso, reforçar que o trabalho com a Língua Portuguesa vai além do estudo dos aspectos gramaticais da língua, mas que implica em um trabalho sobre a linguagem que, por sua vez, materializa determinadas formações discursivas e sua relação com a formação social.

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