O outro lado da história na transposição do Rio Cravo

Leia ainda: No litoral, Parceria que deu certo, Desconforto, Preocupação e Frota de Veículos...

Apesar da ampla campanha de divulgação da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) relacionada à conclusão das obras de transposição do Rio Cravo, os recursos investidos naquela obra não são oriundos da companhia, e sim da União. Lembro que na época, não foram poucas as vezes que o ex-prefeito Polis esteve em Brasília para tratar da liberação dos investimentos. A Corsan está tentando passar a imagem para a população de que foi ela quem pagou pela transposição do Rio Cravo, o que não é verdade. Aliás, não esqueçamos que algum tempo atrás a Corsan tentou sacar os recursos do Fundo Municipal de Gestão Compartilhada de Erechim, que girava em torno de R$ 35 milhões. Naquela ocasião os recursos só não foram sacados porque uma liminar da justiça impediu que a Corsan retirasse este valor para reforçar o caixa contábil da companhia.

 

No litoral

As dificuldades econômicas que boa parte das famílias enfrentou em 2017, não foi pretexto para que deixassem de pegar a estrada para curtir as festas de final de ano no litoral. As manifestações através das redes sociais mostrando erechinenses curtindo Natal ou réveillon nas praias gaúchas e catarinenses foi uma das mais intensas dos últimos anos. O número expressivo de famílias bota-amarela que viajou no final de ano para curtir uns dias a beira mar, confirmou o levantamento feito pelo colega Egídio Lazzarotto no início do mês passado, onde o mesmo apontava para tal intenção. Na oportunidade, a maioria dos trabalhadores das indústrias locais manifestava intenção de utilizar o seu décimo terceiro para viajar.

 

Parceria que deu certo

A prefeitura municipal de Erechim iniciou na última semana o asfaltamento da Rua Cecília Skowronski, no bairro Liberdade (Poltronieri). A rua principal estava quase que intransitável, principalmente em dias de chuva. Através da parceria entre prefeitura e loteador, a obra está sendo finalizada. O loteador foi responsável pela preparação do solo e a prefeitura pela colocação do asfalto. Este é um exemplo de parceria público-privado que deu certo. Quando se tem vontade de fazer, sempre se acha uma alternativa.

 

Desconforto

Na última coluna de 2017, escrevi neste espaço sobre algumas possíveis mudanças que poderão ser feiras pelo prefeito Luiz Francisco Schmidt neste ano que se inicia. A informação divulgada sobre a mudança no comando de algumas secretarias causou desconforto interno entre alguns secretários. Segundo fontes internas do governo, teve até secretário ligando para o outro com a intenção de saber se um dos especulados assumiria de fato a sua secretaria. O ano começou, as especulações continuam, mas as mudanças no secretariado ainda não ocorreram.

 

Preocupação

O edital para concessão dos serviços de abastecimento de água e esgoto no município de Erechim está deixando alguns prefeitos da região Alto Uruguai preocupados. Apesar de ser uma questão que envolve apenas Erechim, o temor é de que dependendo do resultado, a Corsan deixe de prestar os serviços na Capital da Amizade e queira desistir de atender os municípios de menor porte na região. Durante entrevista à Rádio Cultura, representantes do Fórum Popular em Defesa da Água, destacaram que um encontro com os prefeitos deverá acontecer em breve.

 

Sem Perdão

O filósofo italiano Humberto Eco vem dizendo que as redes sociais deram espaço aos imbecis que andavam calado, o que convenhamos, é uma verdade. No entanto, além de aproximar as pessoas e dar espaço aos imbecis como define Eco, ela também tem servido para cobrar os políticos sobre suas promessas de campanha. Parece que já se foi o tempo em que políticos prometiam mundos e fundos para seus eleitores em época de campanha eleitoral e depois ficava tudo por isso mesmo. Em Erechim, não são poucos os vídeos com promessas de campanha do prefeito Luiz Francisco Schmidt circulando pelas redes sociais. É importante que qualquer candidato tenha a clareza que as redes sociais não perdoam mais candidatos só de promessas.

 

Frota de Veículos

Erechim fechou o ano de 2017 com 72.591 veículos emplacados, segundo dados divulgados pelo Detran do Rio Grande do Sul. Os veículos estão distribuídos da seguinte forma: Automóveis (43.732); Motocicletas (12.725); Camionetes, Camionetas e Utilitários (10.255); Caminhões e Ônibus (3.797); Outros (2.082). Confrontando os dados do Detran com a estimativa de população da Capital da Amizade, que é de 103.437, constatamos que a média de habitantes por veículos é de 1,42. No último levantamento feito pela coluna em julho do ano passado o número de veículos emplacados no município de Erechim era de 71.530. Já o número de habitantes por veículos era de 1,43.

 

Eleição no Sindicato

Entre 31 de janeiro e 01 de fevereiro acontece a eleição do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Alto Uruguai (STTR). A eleição contará com três chapas, sendo que uma delas é a de situação, que concorre a reeleição. Hoje, aproximadamente 800 trabalhadores fazem parte do sindicato. Até o próximo dia 10 de janeiro estará aberto o período de recadastramentos dos trabalhadores associados para que os mesmos possam estar em dia no período de votação. Nos bastidores o clima já está bastante quente e acirrado.

 

Ainda vai dar o que falar

Projeto de Lei Legislativo que regulamenta a utilização, queima e soltura de fogos de artifício no município de Erechim, de autoria da vereadora Sandra Picoli (PCdoB), rendeu inúmeras discussões nas redes sociais. Em determinados momentos virou até motivo de “memes” e piadas no facebook e grupos de whatsapp. No período das festas de final de ano, não foram poucas pessoas que filmaram seus vizinhos soltando fogos de artifícios para posterior denúncia. O tema no país tem tomado tamanha dimensão que até o Senado lançou em seu site oficial uma consulta sobre a proibição de fogos de artifício barulhentos. Em algumas praias do litoral catarinense frequentadas por muitos erechinenses, como é o caso de Bombinhas, a lei entrou em vigor no ano passado e a tradicional queima de fogos foi substituída por shows.

 

Por Fabio Lazzarotto

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