Operação deve resultar em meses de calmaria no presídio

Operação pente-fino realizada no último dia 23, deve trazer alguns meses de tranquilidade ao Presídio Estadual de Erechim, que vinha passando por momentos de tensão com brigas entre detentos, planos de fuga em massa, localização de túneis escavados e até cargas de dinamite encontradas nas celas. Com a ação, e principalmente a transferência de nove detentos, a tendência é que a situação normalize na penitenciária, já que os transferidos seriam apenados com problemas de disciplina e, conforme informações não oficiais, alguns teriam ligação com facções da capital do Estado. Além disso, a revista resultou na apreensão de 75 estoques, 68 telefones celulares, 49 carregadores para celular, três pedaços de ferro, quatro serrinhas, quatro facas, 12 tesouras, cordas artesanais e certa quantidade de maconha e crack. Mas o número de prisões realizadas em Erechim e na região costuma ser alto e em breve alguns indivíduos indisciplinados devem voltar para a prisão e encerrar o período de calmaria.

 

E o novo presídio?
Em meio a todos os fatos já citados, com a casa prisional apresentando problemas de estrutura e superlotada, o município segue aguardando pela resposta do governo do Estado sobre a “permuta” para a construção do novo presídio em Erechim, proposta feita ainda em 2017.

 

Déficit de efetivo
Apesar da importância e bons resultados da operação, ela também mostrou o quanto é preocupante o déficit de efetivo nas forças de segurança do Estado. Para a ação em Erechim foram mobilizados 50 agentes da Susepe, boa parte do Grupo de Ações Especiais, e 70 policiais militares de Erechim, Passo Fundo e Carazinho, ou seja, para que a revista pudesse ser realizada com total segurança e em todas as celas, foi necessário mexer no policiamento ostensivo de três municípios.

 

Por Alan Dias

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