Mãe luta por exame para filho que mora no hospital

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Por Carla Emanuele ePor Carla Emanuele e Alan Dias

A erechinense Fabiana Ceccatto Magalhães é mãe do pequeno Bernardo que nasceu prematuro, aos cinco meses e meio de gestação e pesando apenas 845 gramas. Tamanha fragilidade levou o menino para a UTI do Hospital Santa Terezinha e desde então, lá tem sido sua morada. Desde o mês de abril, Bernardo permanece internado e apesar de mostrar estar se desenvolvendo bem, apresenta dificuldades para respirar sem o auxílio de aparelhos, porém  para se diagnosticar a origem deste problema, o bebê precisa realizar um exame de Fribrobroncoscopia (onde o paciente é sedado e um tubo flexível, com fibras ópticas, o broncoscópio, é introduzido pela boca até atingir os brônquios) que não é realizado pela Rede SUS na Capital da Amizade e precisa ser feito em Porto Alegre. Além de que o menino precisaria ser levado até a capital em uma ambulância UTI, veículo que o município também não possui.

 

Ele não conhece a casa, o colo dos irmãos e carinho da família”
Apesar de a mãe já ter procurado auxílio na prefeitura de Erechim e até no Ministério Público, a espera por uma vaga para Bernardo na capital do Estado já se estende por 30 dias, em uma situação que independe apenas do município. Neste meio tempo a ansiedade e preocupação da família só aumenta. “Ele corre risco de vida em função das complicações respiratórias. Sábado passado ele foi desentubado, mas as paradas respiratórias são frequentes. Tenho medo que numa dessas crises os médicos não consigam entubar o Bernardo a tempo, aí ele se vai”, disse Fabiana. O maior desejo da família é realizar este exame e tão logo, ter o filho, hoje com cinco meses e 4,165 kg, em casa. “Eu e meu marido vivemos no hospital, numa correria. Depois do exame, vamos conseguir ter certeza se ele precisa de cirurgia ou tratamento. Tenho dois filhos adolescentes e eles, estão aguardando a chegada do irmão que enxergaram uma só vez. Quando eu perceber, meu filho estará com um ano e eu, ainda não tive a oportunidade de trocar a fralda, dar banho e vê-lo se desenvolver. Ele não conhece a casa, o colo dos irmãos e carinho da família”.

 

NOTA SMS

O caso envolve um Recém Nascido (RN) que nasceu com extrema prematuridade (24 gestação), e desde seu nascimento até os dias atuais está aos cuidados da equipe multi profissional da FHSTE – Fundação Hopsital Santa Terezinha de Erechim. Desde seu nascimento o RN permanece internado na Unidade Intensiva Neonatal, da FHSTE (5 meses). Em virtude da complexidade do caso o RN necessita de um exame denominado Fribrobroncoscopia a nível hospitalar, considerando que o paciente requer atenção permanente da Atenção Terciária, tendo em vista que permanece em ventilação mecânica. Este exame a nível hospitalar não está disponível pela Rede / SUS de Erechim. Para atender a demanda o RN necessita ser transferido, via Central de Leitos / SUS, para Porto Alegre, em veículo com UTI Móvel. A FHSTE tem mantido interlocução diária com a Central de Leitos, no sentido de buscar um encaminhamento favorável para a internação, realização do exame e os procedimentos consequentes que venham ser prescritos. O caso está aos cuidados da FHSTE, que vem buscando a liberação de leito pela central para os devidos encaminhamentos. O caso requer, neste momento, a anuência da Central de Leitos do Estado (11ª CRS),  para que a transferência possa ocorrer com os cuidados e a segurança que a situação requer. Neste momento estamos aguardando posição favorável da Central de Leitos/SUS, do Estado do Rio Grande do Sul, para a transferência do RN, e cabe ressaltar que várias iniciativas já foram tomadas para agilizar o deslocamento e a internação na Capital do Estado. Igualmente somos solidários aos familiares e estamos tomando todas as medidas pertinentes para atender a demanda.     

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